Museu Carlos Machado

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História Natural

Cachalote

Physeter macrocephalus
A 1,30 x C 7,38 m
MCM4

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English abstract

Physeter macrocephalus, also known as sperm whale, lives all over the world’s oceans, being quite common in the North Atlantic. They are particularly frequent in the Azores, where they were hunted, though not industrially, until the eighties, in the XXth century. These sea mammals have distinct large heads, 1/3 of the total animal size, and feature 20 to 30 teeth, some weighing 1 kg, useful for the large squids that are heavily featured in their diet.

Females are about 12 meters long, and males have been known to reach 18 meters in length.

Português

A espécie Physeter macrocephalus, vulgarmente conhecida por cachalote, ocorre nos mares de todo o mundo e é bastante frequente no Atlântico Norte. As rotas destes grandes mamíferos marinhos trazem-nos junto às ilhas dos Açores, onde foram capturados, de forma artesanal, até ao início da década de 80 do século passado.

Estes mamíferos marinhos distinguem-se pela sua cabeça robusta, de grandes dimensões, correspondendo a 1/3 do comprimento do animal, cuja parte superior é muito proeminente em relação à mandíbula. A dentição destes cetáceos é muito forte, com cerca de vinte a trinta dentes, havendo alguns com 1 kg de peso. A dentição está especialmente adaptada à dilaceração das grandes lulas de que os cachalotes se alimentam. O comprimento das fêmeas é de cerca de 12 m e o dos machos pode atingir mais de 18 m.

Um dos primeiros estudos sobre morfologia exterior desta espécie data de 1890 e tem a assinatura de G. Pouchet e de Francisco Afonso de Chaves. Nesse trabalho, intitulado Des formes extérieures du cachalot e publicado no Journal de l' anatomie et physiologie, normales et pathologiques de l' homme e des animaux, os autores apresentam as primeiras fotografias, consideradas científicas, do cachalote.

O esqueleto de cachalote (Physeter macrocephalus) é uma das mais antigas peças do Museu e foi oferecido pelo Conde Jácome Corrêa, que o adquiriu pela elevada quantia de 150$000 reis. A sua montagem, sob a direcção do Coronel Francisco Afonso de Chaves, foi efectuada pelo primeiro taxidermista do Museu, Manuel António de Vasconcelos, a quem o Dr. Luís Bernardo Leite d' Athayde se referiu como o «preparador artista» - «um dos mais hábeis preparadores do seu tempo». A ele se deve grande parte dos espécimes açorianos da colecção de História Natural, como a jamanta e o tamboril.

A formação de Manuel António de Vasconcelos nas técnicas da preparação taxidérmica foi subvencionada por um dos grandes beneméritos do Museu, o Conde de Fonte Bella, que suportou as despesas dos seus estudos no Museu de História Natural, em Lisboa.

A qualidade do trabalho desenvolvido pelo primeiro taxidermista do Museu mereceu o reconhecimento do Rei D. Carlos que, durante a visita que efectuou ao arquipélago em 1901, lhe conferiu a condecoração de grau de Cavaleiro da Ordem de São Tiago, destinada a galardoar o mérito literário e artístico.

[JPC]

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