Museu Carlos Machado

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Brinquedos

Carro Descapotável

Modern Toy Japão
Séc. XX
Folha de flandres pintado
A 9 x C 14 x L 7,5 cm
MCM4362

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English abstract

The first car miniatures in lead were produced in 1910 in the United States and France, followed later by productions in England and Germany. In the 30s of the 20th Century, a zinc alloy permited the models to become more resistent and of higher quality.

During the first half of the 20th Century, Portugal imported the European models. After that, the toy industry in the country started using tinplate, using materials such as used olive tin cans. Such is the case of the materials used for this miniature convertible, from the Museum's toy collection.

 

Português

As primeiras miniaturas de automóveis em chumbo foram produzidas no ano de 1910, nos Estados Unidos e em França, seguindo-se, posteriormente, a Inglaterra e a Alemanha. Nos anos 30 do séc. XX, uma importante inovação veio revolucionar o fabrico das miniaturas automóveis, sendo o chumbo substituí­do por uma liga de zinco. Esta liga permitiu uma considerável melhoria de qualidade e tornou os modelos mais resistentes.

Depois da II Guerra Mundial, surge a Dinky Toys, que inicia a sua produção de miniaturas automóveis. Neste iní­cio de percurso, outras marcas a acompanharam, como é o caso da Mercury (italiana), da Sólido (francesa), da Gorgy Toys (inglesa) e da Márklin (alemã). Contudo, é a partir de 1950 que se decidem em definitivo as escalas das várias miniaturas e a produção de réplicas das grandes marcas, ao mesmo tempo que se multiplicam os fabricantes. Esta indústria nunca mais parou de crescer, com as marcas europeias a disputar entre si o fabrico de modelos cada vez mais perfeitos. A produção destas miniaturas tornou-se de tal forma atraente na década de 70, que o fabrico de modelos para o "coleccionismo" levou um grande impulso com o aparecimento de "kits metálicos", produzidos artesanalmente, uma vez que a indústria não as produzia com a minécia desejada.

Diferentemente, Portugal, durante a 1ª metade do séc. XX, restringia-se á importação dos modelos europeus, ao mesmo tempo que fabricava brinquedos articulados de madeira. A verdadeira indústria portuguesa de brinquedos é caracterizada pela introdução da folha-de-flandres, a partir da reutilização de latas de azeite, de sardinhas e de outras conservas alimentares. O rebentar da II Guerra Mundial dificultou a importação de brinquedos e impulsionou a sua produção com outros meios técnicos. O recurso a laminadores e latoeiros, verdadeiros artistas na arte de moldar este metal, permitiu o fabrico de carrinhos, comboios e aviões em folha-de-flandres e folha litografada, os quais eram sobretudo fabricados na região Norte do país, onde se destacavam António Lourinho Lago, Adriano Coelho de Sousa e José Augusto Júnior. A produção manteve-se até aos anos 60, década em que o plástico foi introduzido em Portugal. Nesta altura, a indústria nacional tentou, através da marca Vitesse e Metosul, o lançamento no mercado de mini modelos automóveis, mas não se conseguiu impor perante uma indústria europeia de miniaturas automóveis, tão florescente na época. É cada vez maior a distáncia que separa os brinquedos e as miniaturas actuais dos brinquedos antigos - basta olharmos para as últimas inovações das multinacionai Matel e Hot Wheels na produção dos seus modelos.

[AT]

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