Museu Carlos Machado

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História Natural

Cedro do Mato

Juniperus brevifolia
Ilha de São Miguel - Túnel das Sete Cidades
C 77 cm
MCM546

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English abstract

Juniperus brevilofia, a specific kind of cedar, can reach 12 meters in height. It grows naturally in the Azores.

This particular branch, from the Carlos Machado Museum’s Natural History collection, has an interesting story: it ws found buried deep in a mountain, while construction for the Sete Cidades tunnel was underway, in 1930’s. This tunnel, considered one of the most notable engineering works of the Azores, connects Sete Cidades to Mosteiros and is over 1200m long.

Carbon 14 dating set the branch’s age at around 4000 years, making it contemporary to Ancient Egipt.

Português

Juniperus brevifolia, ou cedro-do-mato, é uma árvore que pode atingir os 12 m de altura, de tronco retorcido, com copa larga, e que apresenta folhas miúdas, tipo agulha, em grupos compactos. É uma espécie endémica dos Açores, característica das florestas húmidas, que surge geralmente entre os 500 e os 900 m de altitude.

Uma das peças mais interessantes da colecção de História Natural do Museu Carlos Machado é o galho de cedro-do-mato que foi encontrado durante a escavação do túnel das Sete Cidades, mais precisamente à distância de 133 m da sua abertura Leste.

O projecto deste túnel foi da responsabilidade do Eng. Francisco Xavier Vaz Pacheco de Castro, e a sua construção destinou-se a fixar o nível máximo da água da lagoa. Desta forma, procurava resolver-se o problema das cheias que, por diversas vezes, inundaram as Sete Cidades. Uma destas cheias ocorreu no Inverno de 1921, ano em que as águas chegaram a subir cerca de 5 m.

As obras do túnel iniciaram-se a 1 de Outubro de 1930, em direcção à grota do Alqueive, e, a 11 de Março de 1935, foi iniciada a perfuração pelo lado dos Mosteiros. As duas frentes de trabalho encontraram-se no 27 de Maio de 1937. O túnel das Sete Cidades, com uma extensão de 1200 m, foi inaugurado a 30 de Dezembro desse ano e constitui umas das mais notáveis obras de engenharia do início do século XX, nos Açores.

A Secção de Geologia e Mineralogia do Museu Carlos Machado, então dirigida pelo Eng. Francisco Pacheco de Castro, enviou o galho de cedro para o Laboratório Geofísico da Mobil, em Dallas, Texas (EUA), a fim de ser determinada a sua idade pelo método do Carbono 14. A idade obtida, em 6 de Junho de 1965, foi de 4167 anos, com um erro de +/- 230 anos. Por conseguinte, o fragmento do cedro dos Açores é contemporâneo das pirâmides do Egipto e, segundo alguns investigadores, do desaparecimento da lendária Atlântida.

Para comemorar esta interessante descoberta, foi executado um painel de azulejos que representa a Caldeira das Sete Cidades e que conta a história do galho do cedro. É, ainda hoje, uma das atracções do miradouro da Vista do Rei. O Museu Carlos Machado, para além do cedro e dum exemplar do painel de azulejos, possui uma colecção de amostras das formações rochosas atravessadas pelo túnel, recolhida e organizada pelo Eng. Francisco Pacheco de Castro.

[JPC]

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