Museu Carlos Machado

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Arte

Sereia expulsa da ilha por Marinho e Bispo Necromante

Tomaz Vieira (1938)
1988
Acrílico sobre tela
A 130 x L 195 cm
MCM5076

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English abstract

Roughly translated to “Mermaid expelled from the island by sailor and necromancer bishop”, this painting by Tomaz Vieira is part of the Museum’s Art Collection.

Tomaz Borba Vieira was born in Ponta Delgada in 1938 and attended the Escola Superior de Belas Artes de Lisboa between 1958 and 1963, later continuing his studies in Florence (1966) and Boston (1983-1985). This work is open to various interpretations, and is among the Museum’s Art Collection most notable pieces.

Português

Tomaz Borba Vieira nasceu em Ponta Delgada, em 1938. Efectuou o Curso de Pintura na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa (1958-1963), frequentou a Academia de Belas Artes de Florença (1966) e realizou Mestrado em Educação Artística, na Universidade de Boston (1983-1985). Temporariamente integrada na segunda metade do século XX, início do século XXI, a obra de Tomaz Vieira representa uma investigação estética, através da qual a cor, a forma e a imagem permitem abordagens de diferentes níveis, de acordo com a informação cultural e as experiências individuais de cada observador, num processo 'memético'.

A sua pintura surge como objecto de memória, de conhecimento secular actualizado e questionado. Vivendo num arquipélago, a referência à Ilha, como elemento geográfico ou psicológico, é uma constante, prevalecendo as águas como meio iniciático.

A figura da criança surge naturalmente como referência ao início e naturalidade da aprendizagem, podendo mesmo representar a renovação do Tempo. Em "Sereia Expulsa da Ilha por Marinho e Bispo Necromante", o próprio título levanta interrogações quanto ao seu significado, sendo os objectos e as figuras susceptíveis de várias interpretações. É possível, entre outras análises, estabelecer a relação entre esta obra e a memória de velhas histórias, nomeadamente a do conhecimento das Ilhas Atlânticas antes dos Descobrimentos Portugueses (com base em antigos relatos, na cartografia medieval e na literatura árabe) ou a do reino dos sete bispos refugiados, com ligação a uma tradição mítica da antiga Atlântida, através de metáforas simbólicas e lendárias. Jaime Cortesão no Romance das Ilhas Encantadas (1925), regista esta lenda das Sete Cidades, fundadas por Sete Bispos, no século VIII d.C. com referência à Antília, ou Ilha Fantasma do Atlântico.

O fascínio da pintura revela-se, assim, pelas interpolações que se podem efectuar, sendo a reflexão inesgotável quando nela o artista não pretende registar uma única temática. Para além da pintura, Tomaz Vieira realizou obras em espaços públicos, nomeadamente na Clínica do Bom Jesus, em Ponta Delgada (1965), na Igreja de S. José, na Ribeira Chã (1966), no pavimento do Largo Gaspar Frutuoso, na Ribeira Grande (1991), e no edifício da Empresa de Electricidade dos Açores, na Levada (2001).

[MTO]

Governo dos Açores, Presidência do Governo, Direcção Regional da Cultura Direcção Regional da Cultura Museu Carlos Machado
MUSEU CARLOS MACHADO
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