Museu Carlos Machado

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Etnografia Regional

Miniatura de bote baleeiro

Séc. XX
São Roque do Pico
Madeira, metal e tecido
A 64 x C 81 x L 11,5
MCM10764

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English

At the end of the 18th Century, the Azorean ports would harbor tens of whaling boats coming from America, and it was common they would incorporate Azorean crews, like the exhalted ones in Herman Melville's Moby Dick.

Although whaling was an activity practiced on all the islands of the Azorean archipelago, Pico quickly became the great center of the island whaling complex. The whale boats were all built on the island, mostly by local masters, and the names of the boats were attributed by the owners.

Of the manual instruments most used in the whaling activity we emphasize the spear and the harpoon, to hurt the sperm whale, and the espeiro, for quartering. From the flesh, blood and bones, three types of flour were produced, used in animal feed, some of which were exported. The fat, melted and transformed into oil, was used locally as fuel for lighting and exported for industrial use. Very valued were sperm whale teeth, ivory, exported or used locally in the production of valuable handicrafts and scrimshaw. Spermacete, oil housed inside the head of these cetaceans, was used in the manufacture of various pharmaceutical and cosmetic products and in the production of candles, which had the peculiarity of not producing smoke. Another very important product, though rarer, was amber, which came from the intestines of some sperm whales, which, because of its characteristics, was used in perfumery.

In the 80's, the last sperm whales were caught in the Autonomous Region of the Azores, and the testimonies of the whalers and their activity are a milestone in the history of the Archipelago.

This is a model of whaling boat of the island of Pico that, by private donation, in 2016, became part of the collection of the Carlos Machado Museum. On the outer surface, this vessel displays a plate with the designation "Cais Pico" and another with the license plate SR329B. As a means of propulsion it has two sails, four small and six large oars. It is also complemented with several utensils: three harpoons, three spears, a spiro and a hook, a bucket, two celhas with rope, a box, a black flag and a pot.

 

Português

No final do século XVIII, os portos dos Açores acolhiam dezenas de embarcações baleeiras vindas da América, sendo usual a integração de tripulantes açorianos, como os exaltados na obra Moby Dick, de Herman Melville.
Embora a baleação tenha sido uma atividade praticada em todas as ilhas do arquipélago açoriano, o Pico tornou-se, rapidamente, o grande centro do complexo baleeiro insular.
Os botes baleeiros eram todos construídos na ilha, quase sempre por mestres locais, sendo os nomes das embarcações atribuídos pelos proprietários.

Dos instrumentos manuais mais utilizados na atividade baleeira destacamos a lança e o arpão, para ferir o cachalote, e o espeiro, para o esquartejar. A partir da carne, sangue e ossos, produziam-se três tipos de farinha, utilizadas nas rações para animais, algumas das quais eram exportadas. A gordura, derretida e transformada em óleo, era utilizada localmente como combustível para iluminação e exportada para exploração industrial. Muito valorizados eram os dentes de cachalote, de marfim, exportados ou utilizados localmente na produção de valiosas peças de artesanato e de scrimshaw. O espermacete, óleo que se encontra alojado no interior da cabeça destes cetáceos, era utilizado no fabrico de diversos produtos farmacêuticos e cosméticos e na produção de velas, que tinham a particularidade de não produzir fumo. Outro produto muito importante, embora mais raro, era o âmbar, proveniente dos intestinos de alguns cachalotes, que, pelas suas características, era utilizado em perfumaria.

Na década de 80, foram capturados os últimos cachalotes na Região Autónoma dos Açores, sendo os testemunhos dos baleeiros e da sua atividade um marco na história do Arquipélago.

Este é um modelo de bote baleeiro da ilha do Pico que, por doação de particular, em 2016, passou a integrar o acervo do Museu Carlos Machado. Na superfície exterior, esta embarcação exibe uma placa com a designação “Cais Pico” e outra com a matrícula SR329B. Como meios de propulsão apresenta duas velas, quatro remos pequenos e seis grandes. É complementada ainda com vários utensílios: três arpões, três lanças, um espeiro e um gancho, um balde, duas celhas com corda, uma caixa, uma bandeira preta e um pote.

 

[SFS]

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