Museu Carlos Machado

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Arte

O Grande Canal, Veneza

Alfredo Keil (1850-1907)
s.d.
Óleo sobre tela colada em cartão
23,3 x 38 cm
MCM5072

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English abstract

Alfredo Keil was not just a musician, creators of operas and the hymn A Portuguesa, which was in 1910 adapted to become the National Anthem. He also dedicated himself to painting, where traces of Romanticism are present, surely inherited from his German educatoon if August von Kreling's  and Wilhelm von Kaulback's ateliers. He travelled extensively through Germany, France and Italy, where many of his pictorial memories come from.

Such is thhe examploe of this work, "The Grand Canal (Venice)" that, although undated, its presumed to have been done on his travels to Italy in 1888. His gracious coloring and precise brush strokes, he shows the Grand Canal and the Venician living. Due to the particular lighting, one can assume he would use photographs as a mean to produce the final work.

Português

Alfredo Cristiano Keil, para além de se ter destacado como musicólogo na criação de óperas e do hino A Portuguesa que compôs em 1891, vindo mais tarde a ser adotado como hino nacional pelo regime republicano, em 1910, dedicou-se também à prática pictórica, onde evidência ressaibos do Romantismo herdados da educação alemã nos ateliês de August von Kreling (1819-1876) e Wilhelm von Kaulbach (1805-1874), em combinação com a gramática naturalista. Como prática dos pintores naturalistas, Alfredo Keil realizou inúmeras viagens artísticas pela Alemanha, França e Itália da qual trazia recordações pictóricas das paisagens locais e dos habitantes autóctones.

Neste âmbito se insere a pintura O Grande Canal, Veneza, obra que, apesar de não estar datada, se presume ter sido executada durante a sua estadia em Itália, no ano de 1888. Assim, apontamos como possível datação, o ano de 1888. Com pinceladas finas e gracioso cromatismo, Alfredo Keil revela-nos uma vista panorâmica do Grande Canal no qual descreve minuciosamente a vida quotidiana da população de Veneza, observada no vagar das gôndolas em refração sobre as águas translúcidas. Por contraste, as gôndolas em repouso, adjacentes às desinências do canal, são perfiladas em simplificação formal e discretas tonalidades na obscuridade da sombra, toldadas pela imponente presença dos edifícios, religiosos e civis, que reverberam na luz em contraposição aos edifícios ensombrados, impregnando o espaço cenográfico de profundidade.

O mimetismo fiel das fachadas dos edifícios que se erguem ao longo das extremidades do Grande Canal denotam um cuidado especial no detalhe que é impossível ao autor deter-se quando a pintura é feita sur le motif, perante as constantes alterações atmosféricas e de luz. Sendo por estas alegadas razões muito plausível supor que, na feitura desta obra, Keil não prescindisse da câmara fotográfica para transpor o motivo diretamente na tela. A linha do horizonte mais baixa, a perspetiva mais recuada e profunda são aspetos que concorrem ao papel preponderante da atmosfera límpida e harmónica da cidade. Filtrada pela luz que promana da imensidão do céu, em refração na duplicação do panorama da cidade e da atmosfera nas águas do canal de efeito poético.

[SM]

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