Museu Carlos Machado

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História Natural

Periquito-da-Carolina

Conuropsis carolinensis Espécie Extinta Estados Unidos da América
A 16 x L 12 x C 30 cm
MCM790

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Um dos mais raros exemplares da colecção de História Natural do Museu Carlos Machado é uma ave que, no seu estado selvagem, é considerada extinta desde 1904, tendo o último exemplar vivo, em cativeiro no jardim zoológico de Cincinnati, desaparecido em 1918. Para além de ser uma ave extinta, conhecem-se apenas cerca de 720 espécimes conservados nos vários museus de todo o mundo, pelo que, actualmente, já são muito poucos os seus vestígios.

Esta ave, conhecida como periquito-da-carolina, constitui a espécie Conuropsis carolinensis, criada por Lineu, em 1758. Originária da América do Norte, vivia na zona leste dos Estados Unidos da América, com uma distribuição que ia do Ohio ao Golfo do México.

Os periquitos-da-carolina eram aves de pequeno porte, com cerca de 20 cm de envergadura. Apresentavam plumagem colorida, com predomínio do verde, mais claro na zona ventral, e penas amarelas na cabeça, pescoço, coxas e bordo das asas, sendo cor de laranja vivo junto dos olhos e bico. A partir de descrições do séc. XIX, supõe-se que estas aves construíam ninhos nos troncos de árvores e que se agrupavam em grandes bandos de centenas de indivíduos. A extinção desta ave ficou a dever-se a vários factores, estando as principais razões relacionadas com a destruição dos ecossistemas naturais da costa Este dos Estados Unidos, causada pelos colonos europeus, a partir do século XVII, e com o desbravamento das florestas para a criação de terrenos agrícolas.

Com o desaparecimento do seu habitat natural, o periquito-da-carolina passou a alimentar-se de sementes dos terrenos de cultivo, sendo por isso activamente perseguido pelos colonos, que o consideravam uma praga responsável pela destruição de sementeiras e pomares. A história desta ave e do seu desaparecimento sublinha, de uma forma clara, as consequências, por vezes irremediáveis, da acção do Homem, e recorda o percurso semelhante do priolo micaelense, a nossa ave endémica em perigo de extinção.

A existência desta raridade no Museu é reveladora do espírito coleccionista do séc. XIX, onde a possibilidade de ostentar uma peça valiosa, rara e exótica, era um factor de prestígio e de notoriedade.

[JPC]

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