Duarte Maia nasceu em 1867, na Ilha de S. Miguel, Açores. A partir de 1880, fez os estudos secundários no Colégio Académico, em Lisboa, e desenvolveu a prática do desenho com José de Figueredo, discípulo do pintor romântico Miguel Lupi. Frequentou, como aluno livre, a Academia de Belas Artes de Lisboa (1888), recebendo lições do Pintor Silva Porto e do Escultor Simões de Almeida. Em Paris, trabalhou no atelier de Benjamin Constant (1887), sendo a sua pintura distinguida na Academie de Beaux Arts, sobretudo pelo calor das tonalidades e pelo gosto dos ambientes orientais, integrado nos cânones do Naturalismo vigente, com influência da Escola de Barbizon. Depois de breve passagem pelos Açores, viajou por Portugal continental, Espanha e Holanda (1891).
De regresso a Paris, frequentou o atelier de Luc Olivier Merson, cujos critérios estéticos englobavam composições históricas e de temática religiosa. Completa-se o ciclo parisiense de Duarte Maia com algumas passagens pela Bretanha (1885), surgindo obras assinadas de Malestroit e datadas de 1892 e 1895. Algumas das suas exposições colectivas incluem a exposição de "Artes, Sciências e letras Michaelenses", onde ficou classificado com menção honrosa de 2ª classe, Ponta Delgada 30 de Junho de 188; a Exposição de Pintura, Escultura e Gravura, no Grémio Artístico, em Lisboa (1892); a Exposição Distrital de Artes e Indústrias, realizada no Relvão, em Ponta Delgada (1895), iniciando-se o ciclo açoriano da sua obra; Pavilhão de Amadores de Belas Artes, Relvão, Ponta Delgada, quando da visita régia de D. Carlos e D. Amélia (1901); na Sociedade Nacional de Belas Artes (1902); exposições realizadas em Ponta Delgada, nos alvores da República, nomeadamente, Exposição de Belas Artes, Sociedade do Século XX (1913) e Belas Artes no Paço do Barão de Fonte Bella (1914-1915), com artistas de Portugal continental e locais, nas quais foram adquiridas as primeiras colecções de pintura do Museu Carlos Machado. Faleceu em 1922, na Ilha de S. Miguel.
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