Museu Carlos Machado

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Brinquedos

Soldadinhos

Alemanha
Séc. XX
Linóleo
A 8,5 cm
MCM4546 a MCM4551

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English abstract

Miniature representations of soldiers and military are known since the Greek and Roman times; back then, these figurines were collectable and made of bronze. This tradition would live until the Middle Age, when the source material became wood and clay. When their recepients were princes or wealthy families, their production would return to the use of metal.

The turn to the 20th century would see a great improvement of the number of highly detailed lead bronze miniature soldiers, now more firmly established as toys, not collectable works for the privileged only. Several reknowned toy soldier factoried thrived during the last century with this industry, perfecting their manufacture and making toy soldiers more accessible to the wider crowds.

Português

Para muitos autores, os soldadinhos de chumbo são representações cuja origem remonta há muitos séculos atrás. Romanos e Gregos já coleccionavam miniaturas de soldados em bronze, tradição que se foi mantendo até à Idade Média, altura em que passaram a ser feitos de madeira ou barro. Quando se destinavam a príncipes, nobres ou famílias abastadas eram feitos em bronze ou prata.

A viragem do séc. XIX para o séc. XX corresponde ao período de maior divulgação de soldadinhos de chumbo, promovida pelas célebres fábricas CBG Mignot, em França, e Kind and Country, em Inglaterra, que, ao contrário do primeiro fabricante, apresentava a inovação técnica de manufactura de soldadinhos ocos e não maciços. Os famosos soldadinhos nasceram como jogos de guerra e não como brinquedos, função que apenas passaram a ter na 2ª metade do séc. XIX, quando surgem fabricados e comercializados em Nuremberg, na Alemanha, apesar de ainda serem considerados artigos de luxo. Nesta época, notabilizou-se também o trabalho de Hilpert e Heinrichsen, dois artesãos alemães, que reproduziam exércitos de miniaturas planas representando, normalmente, soldados a cavalo ou a pé. Os mais importantes acontecimentos bélicos da Humanidade foram reproduzidos e pintados à escala com inegável perícia e mestria.

Em Portugal, a história destas miniaturas passa obrigatoriamente pela actual Casa do Cavaleiro à Porta, antigamente conhecida por Casa do Militar à Porta, fundada em 1880 e localizada em Lisboa, ainda hoje considerada um misto de loja, salão de exposições e fábrica de miniaturas militares feitas de cartão para recortar.

Para Alberto Cutileiro, o actual proprietário da Casa do Cavaleiro à Porta, o fardamento do exército português, nos reinados de D. João VI e de D. Maria II, serviu de inspiração para decorar as miniaturas. A sua produção foi interrompida por algum tempo e só na década de 70 voltou novamente a ser reabilitada, com mais acessórios, como armas, capacetes, canhões, etc. Hoje em dia, um pouco por todo o mundo, os soldadinhos raramente são feitos de chumbo, predominando os de metal, numa liga de antimónio e estanho.

[AT]

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