Lá ao Sul de Tudo - Bárbara Jasmins

Inauguração

Núcleo de Santo André

23 de abril

18h00

A exposição Lá ao Sul de Tudo inaugura no dia 23 de abril, às 18h00, na Sala Domingos Rebelo – Núcleo de Santo André do Museu Carlos Machado, ficando patente até 6 de junho de 2026. Este projeto integra a programação de Artes Visuais de Ponta Delgada 2026, Capital Portuguesa da Cultura (PDL26).

"O que resta de um corpo quando este é subtraído ao seu lugar? Esta exposição não apresenta uma obra fechada, mas o processo de interrogação de um objeto arrancado à sua geografia original. A escultura aqui presente, outrora habitante da bruma e da luz mutável da Lagoa de São Brás, surge agora como um corpo insólito. O espaço da galeria assume-se, por isso, como um lugar de arqueologia especulativa. Os desenhos e pinturas que acompanham a obra não a antecederam; são, pelo contrário, tentativas posteriores de compreender a sua natureza, a sua massa e o seu silêncio. Através desta inversão, o projeto renuncia à explicação para afirmar o enigma. O vídeo não documenta; evoca o vestígio de uma ação. O desenho e a pintura não projetam; analisam a aparição. Estamos perante um dispositivo que não procura dar respostas, mas sim construir uma atmosfera onde o espectador é convidado a completar a narrativa deste deslocamento."

José Maçãs de Carvalho Curadoria de Artes Visuais — Ponta Delgada, Capital Nacional da Cultura

Bárbara Jasmins (Ponta Delgada, 1994) é artista visual, mestre e licenciada em Pintura pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Com uma prática situada entre a pintura, a instalação, o som, o vídeo, a fotografia e a performance, a sua obra debruça-se sobre problemáticas ligadas ao que permanece oculto à perceção humana, recorrendo a discursos pictóricos que questionam os limites do reconhecimento na experiência estética. Recorre ao imaginário híbrido e ao mundo natural para criar zonas ambíguas, explorando questões ontológicas da imagem através do conceito de espectralidade, do imaginário gótico e da persistência de formas que escapam a uma leitura imediata. Concebe a sua práxis em diálogo crítico com os modelos da natureza, detetando no processo dos materiais uma potência própria que radicaliza estas questões.

Entre as suas exposições destacam-se SOMNUM (Museu Municipal da Ribeira Grande, 2021–2022), AVUSMATER (Lisboa, 2022) e a participação na XVI Bienal de Cerâmica Artística de Aveiro (2023). Representou Portugal na European Glass Context (Dinamarca, 2021) e participou em diversas exposições internacionais, entre as quais Water Tower Art Fest (Lom e Sófia, 2024), BREATH (CICA Museum, Coreia do Sul, 2025) e Mapping the Unstable (ACENTRICSPACE, Xangai, 2025).

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