O Museu Carlos Machado apresenta quatro exposições permanentes: História Natural, Memória do Convento, Arte Sacra e Autonomia dos Açores, que constituem o núcleo da sua oferta expositiva. Cada uma delas proporciona uma perspetiva distinta sobre o património natural, histórico, artístico e cultural dos Açores, convidando-o a descobrir diferentes histórias, espaços e coleções que fazem parte da identidade da Região.
Ao longo do ano, o Museu apresenta também um programa diversificado de exposições temporárias, dedicado à valorização da arte, do património e da cultura, através de propostas expositivas que promovem o conhecimento, estimulam a reflexão e aproximam diferentes públicos do património, contribuindo para a sua preservação e salvaguarda.
O Circuito História Natural apresenta uma coleção de base naturalista que foi o alicerce para a fundação do Museu. O circuito distribuído por oito salas expõe a diversidade, o exótico e o saber, onde são abordadas diferentes áreas do conhecimento científico, com destaque para zoologia, geologia, mineralogia, botânica.
O circuito apresenta as características arquitetónicas dos edifícios conventuais de outros tempos, a diversidade de espaços, as suas dinâmicas e funções, bem como, explora o modo de vida das Clarissas pertencentes ao ramo feminino da Ordem dos Frades Menores, fundada por São Francisco de Assis.
O circuito de Arte Sacra centra-se na antiga Igreja do Colégio, onde a exuberante fachada, a resplandecência do retábulo do altar-mor, bem como, a coleção de azulejos setecentistas assumem-se como um todo, num monumento ímpar de criação barroca. A este integra-se uma galeria com uma coleção diversificada onde se destacam peças quinhentistas, bem como, um valioso espólio de exemplares de temática religiosa.
No ano em que se assinalam os 50 anos da Autonomia dos Açores, a exposição Autonomia dos Açores, patente no mais recente núcleo do Museu Carlos Machado, no Palácio da Conceição, convida-o a conhecer um dos processos históricos mais marcantes da autonomia regional.
André Almeida e Sousa é natural de São Miguel mas reside em Lisboa, onde vive e trabalha. João Silvério sobre André Almeida e Sousa refere que “tem desenvolvido o seu trabalho construindo pinturas, desenhos e objetos sob formas, composições e relações muito diversas”. Diz, ainda, que “os desenhos, em painéis modulares de apreciável dimensão e detalhe, ou em folhas de formato médio, transitam entre a transparência de planos e uma densidade sedimentada e profunda” revelada através de uma expressão introspetiva e codificada existente numa questão permanente que o artista coloca a si mesmo”.
A exposição é um tributo ao pintor Domingos Rebêlo enquanto figura central do panorama artístico açoriano do século XX. A exposição apresenta peças das diferentes fases da evolução da criação do pintor ao longo de quatro décadas, não só a produção de cunho regionalista mas, também, a caricatura, as artes gráficas, a ilustração e a cenografia.
A exposição de longa duração apresenta a vida e a produção artística de um dos maiores vultos da escultura açoriana e nacional da primeira metade do século XX. Dividida em núcleos temáticos que expõem a sua génese, formação, consagração internacional, bem como, o seu papel na criação de obras monumentais.
As doações feitas ao Museu Carlos Machado nos últimos 10 anos foram o mote para o tema da mostra, que tem também, como objetivo homenagear os doadores, elogiando o ato de dar numa sociedade baseada na troca comercial, no lucro e no consumo.
O que fazem os Guardiães da memória quando os crentes regressam a casa? O que escutam quando o silêncio regressa? O que veem quando a luz se apaga e os Santos observam do altar? O que fazem os guardiães da memória quando as portas se fecham, as janelas de cobrem, as chaves rodam em fechaduras por onde as crianças espreitam? O que fazem os Guardiães da memória quando as preces e pedidos precisam (também eles) de encontrar quem os escute e os atenda? O que fazem todos aqueles que zelam por estátuas de madeira, por bancos feitos à medida, por estuques e cortinas de veludo?
A exposição presta homenagem ao Príncipe Albert I do Mónaco, dando ênfase à relação do Príncipe com os Açores, abordando memórias afetivas e o seu legado na construção do conhecimento científico do Atlântico.
Centenário de Natália Correia (1923-2023)