Música no Museu - Música Barroca Francesa para Flauta de Bisel e Teorba

Núcleo de Arte Sacra

16 de maio

21h00

Entrada livre

O Museu celebra a Noite Europeia dos Museus no dia 16 de maio, pelas 21h00, no Núcleo de Arte Sacra (Igreja do Colégio), com o programa “Música no Museu – Música Barroca Francesa para Flauta de Bisel e Teorba”. Integrado numa residência artística, o projeto culmina num concerto dedicado à interpretação da música francesa do período barroco, protagonizado por João Francisco Távora (flauta de bisel) e Luís Abrantes (teorba).

A residência artística decorre previamente na Igreja de Santo André do Núcleo de Santo André, constituindo um espaço de trabalho dedicado à preparação e investigação do repertório selecionado. Este processo permite um contacto direto com práticas historicamente informadas, promovendo uma leitura artística fundamentada do repertório barroco francês.

A apresentação pública decorre na Noite Europeia dos Museus, no Núcleo de Arte Sacra, onde o público é convidado a assistir a uma performance centrada na estética sonora do barroco francês, onde se poderá ouvir a flauta de bisel e a teorba, dois instrumentos de forte relevância na prática musical dos séculos XVII e XVIII.

Este projeto tem o apoio da República Portuguesa - Direção Geral das Artes.

 

Biografia

João Francisco Távora | Flauta de Bisel

Após concluir os seus estudos na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo, no Porto, e na Hochschule für Musik und Theater “Felix Mendelssohn Bartholdy”, em Leipzig, João Francisco Távora inicia uma carreira internacional como solista, músico de ensemble e diretor musical.

O seu primeiro álbum a solo, dedicado à música de Georg Philipp Telemann para flauta de bisel, foi publicado em 2025 pela editora Coviello Classics. Esta gravação de estreia antecede um segundo projeto discográfico a solo, centrado em transcrições de obras de J. S. Bach, com lançamento previsto para 2026.

Ao longo da sua carreira, realizou digressões com diversos agrupamentos musicais na Bélgica, Brasil, Alemanha, Finlândia, Portugal (incluindo Açores e Madeira) e Espanha.

Desde a temporada 2023/24, colabora regularmente com a Gewandhausorchester de Leipzig. É também membro do agrupamento Arte Minima, com o qual gravou repertório de Francisco de Santa Maria e Vicente Lusitano, editado pela Pan Classics.

É membro fundador e co-diretor artístico do Musurgia Ensemble, dedicado à interpretação e divulgação da música dos séculos XVI a XVIII. Entre os projetos discográficos do ensemble destacam-se “Ad vesperas – música para as Vésperas de Corpus Christi”, em colaboração com o ensemble vocal Quarto Tom, e “Missa Iste confessor domini”.

Luís Abrantes | Teorba

Nascido em Ponta Delgada em 1993, iniciou os seus estudos musicais no Conservatório Regional de Ponta Delgada em 2002, começando guitarra clássica no ano seguinte com a professora Gianna de Toni.

Ingressa posteriormente na Universidade de Aveiro, onde conclui a Licenciatura e Mestrado em Ensino de Música (2017), sob orientação de Paulo Vaz de Carvalho e Pedro Rodrigues. Durante este percurso participou em masterclasses com Luciano Lombardi, Rúben Bettencourt, José Pina, Margarita Escarpa, Judicaël Perroy e Daniel Wolff.

O seu contacto com o alaúde inicia-se em 2013 no Curso Livre de Música Antiga da Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo do Porto (ESMAE). Posteriormente ingressa na Licenciatura em Alaúde na mesma instituição, sob orientação de Hugo Sanches e Ronaldo Lopes, concluindo o curso em 2024.

Tem aprofundado a sua formação com músicos de referência internacional como Eduardo Egüez, Daniel Morais, Luciano Contini, Peter Croton e Xavier Díaz-Latorre.

Atualmente integra a direção da Associação Musical Johann Sebastian Bach (AMJSB), dedicada à promoção e divulgação da música antiga na Região Autónoma dos Açores.

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