Música no Museu - CODEX Gulbenkian

2 de junho

18h00

Núcleo de Arte Sacra

CODEX Gulbenkian dá título ao recital que terá lugar no dia 2 de junho, às 18h00, no Núcleo de Arte Sacra, integrado no ciclo Música no Museu 2026

O concerto, protagonizado por Tiago Matias, percorre o repertório europeu dos séculos XVII, XVIII e XIX para guitarra barroca e romântica, tendo como eixo central o manuscrito português Cifras de Viola (Manuscrito Musical 97 da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra), uma das mais relevantes coleções ibéricas dedicadas a este instrumento. 

O programa estabelece um diálogo entre géneros e estilos, aproximando formas características do repertório português, como Cumbe, Fantasia, Alemanda, Capona, Rojão e Sarambeque, de obras amplamente difundidas na Europa, como Folias, Ciacconas, Prelúdios e Fandangos, assinadas por compositores como Gaspar Sanz, Francesco Corbetta, Robert de Visée e Santiago de Murcia

Este percurso musical prolonga-se até ao século XIX, com obras de Fernando Sor, Johann Kaspar Mertz e Francisco Tárrega, evidenciando a evolução técnica e expressiva da guitarra e a sua afirmação enquanto instrumento solista.

Nota biográfica

Natural de Aveiro, Tiago Matias finalizou em 2002 o Curso Complementar de Guitarra Clássica no Conservatório de Música de Aveiro Calouste Gulbenkian, obtendo a classificação de 20 valores no exame final de guitarra. Concluiu em 2005 a licenciatura em Guitarra na Escola Superior de Música de Lisboa. Foi galardoado em vários concursos de guitarra, destacando-se entre eles o 1º prémio no “Música en Compostela” (Santiago de Compostela, 2004) e o 3º prémio no Concurso Legato (Porto, 2000).


Colabora regularmente com os agrupamentos “Orquestra Sinfónica Portuguesa”, “Ludovice Ensemble”, “Segréis de Lisboa”, “Sete Lágrimas”, “Orquestra Barroca da Casa da Música” e “Divino Sospiro”, entre outros. Gravou 18 discos com alguns destes grupos e tocou nas melhores salas de concerto e festivais de música de todo o mundo. Em 2012, com Filipe Faria, fundou o ensemble de música antiga “Noa Noa”, com o qual edita 4 discos.


Em 2021 gravou e editou o primeiro disco a solo, “Cifras de Viola”, com obras inéditas portuguesas para viola, ou guitarra barroca. O disco foi um dos 4 nomeados para os Prémios Play na categoria de melhor álbum de música clássica/erudita nesse ano. Em 2023 gravou e editou “Sospiro”, para viola de mão (vihuela), com transcrições e arranjos de música renascentista portuguesa. No mesmo ano edita o livro homónimo com as tablaturas e partituras das obras gravadas em disco. “Fantasia”, composto por música contemporânea para tiorba solo a si dedicada composta por 5 compositores portugueses é editado em 2024. A música gravada é editada em livro no mesmo ano. “Fantasia” é a primeira gravação a nível mundial integralmente composta por música contemporânea para tiorba solo. Ainda em 2024, edita “Cordovil”, dedicado à obra integral de José Ferreira Cordovil (c. 1687-1761) para guitarra barroca, naquela que é a primeira gravação mundial deste repertório. Paralelamente com o disco edita o livro com as transcrições do repertório gravado. Em 2025 grava e edita “Sombras”, o 5º disco a solo, com a obra integral inédita para guitarra barroca de António Marques Lésbio (1639-1709). Na temporada 2025/2026 realiza a sua primeira digressão mundial a solo, com 26 concertos em 12 países.


Como pedagogo, orientou masterclasses de alaúde e guitarra. Leccionou as mesmas disciplinas no Conservatório de Música de Aveiro Calouste Gulbenkian e Conservatório Nacional (Lisboa). Foi director do Quartel das Artes (Oliveira do Bairro) entre 2018 e 2024. É investigador do Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos e doutorando em Estudos Artísticos na Universidade de Coimbra.

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