Coleções

O Museu Carlos Machado é detentor de um acervo museológico único a nível regional e de grande valor nacional e internacional.

 

O acervo do Museu Carlos Machado integra as seguintes coleções: Arte; Arte Sacra; Brinquedo, Traje, Artes Decorativas e Instrumentos Musicais; Espécies em Pedra e Arqueologia; Etnografia Regional; Etnografia Africana; Transportes; Fotografia; História Natural; Medalhística; Mobiliário; Numismática. O Museu reúne, ainda, sinalizações culturais efetuadas pela equipa de Património Cultural e Imaterial que, destacam fatores históricos, de identidade e culturais da génese micaelense e açoriana.

 

Os objetos das coleções do Museu Carlos Machado refletem a evolução da mentalidade científica desde a sua fundação, documentando os interesses dos vários intervenientes na constituição do seu acervo, que começou a ser organizado no século XIX por naturalistas e por vários micaelenses de prestígio intelectual e social; acervo este que tem vindo a ser enriquecido com novas aquisições, bem como, através de generosas doações.

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  • Nome comum
  • Mero; Mero-legítimo
  • Nome científico
  • Epinephelus marginatus (Lowe, 1834)
  • Dimensões
  • A42 x C114 x L46 cm
  • Nº de Inventário
  • MCMp0431

Os meros são peixes de grande porte encontrados habitualmente entre os 15 e os 100 metros de profundidade. Como todos os membros da subfamília Epinephelinae, os meros são peixes hermafroditas protogínicos, ou seja, vivem inicialmente como fêmeas transformando-se, a partir de determinada altura e irreversivelmente, em machos. Devido ao seu tamanho impressionante, ao seu comportamento destemido em relação aos humanos e ao hábito de se agregarem para a reprodução, assumem um elevado valor comercial e desportivo.

 

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  • Nome comum
  • Bafo-de-boi
  • Nome científico
  • Ranunculus cortusifolius Willd.
  • Origem
  • Ilha de São Miguel, Furnas, Salto do Prédio de G. Hayes
  • Data da recolha
  • Maio 1903
  • Nº de Inventário
  • MCMb20002

A espécie Ranunculus cortusifolius Willd, conhecida vulgarmente por Bafo-de-boi, é endémica da Macaronésia (i.e., apenas é conhecida a sua existência nos Açores, Madeira, Canárias, e Cabo Verde). Nos Açores, ocorre espontaneamente em todas as ilhas do arquipélago, exceto na Graciosa e em Santa Maria. A floração ocorre entre maio e junho e as flores são pequenas e amarelas. Esta planta foi colhida nas Furnas - São Miguel (Açores), em maio de 1903 e herborizada pelo Dr. Bruno Tavares Carreiro.

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  • Nome
  • Enxofre
  • Origem
  • Sicília, Itália
  • Nº de Inventário
  • MCMgm0195

O Enxofre é um mineral do grupo dos Elementos composto apenas pelo elemento químico enxofre (S). É um não-metal insípido e inodoro (o "cheiro de enxofre" vem de seus compostos voláteis, como o sulfeto de hidrogênio), facilmente reconhecido na forma de cristais amarelos que ocorrem em diversos minerais ou mesmo em sua forma pura (especialmente em regiões vulcânicas). O enxofre é usado em diversos processos industriais como, por exemplo, na produção de ácido sulfúrico para baterias, fabrico de pólvora e vulcanização da borracha. O enxofre também tem usos como fungicida, na manufatura de fosfatos fertilizantes, no fabrico de fósforos e material pirotécnico. [AE]

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  • Nome
  • Relógio de sol
  • Data
  • 1851 – 1900
  • Materiais
  • Calcário e bronze
  • Dimensões
  • A 21,5 x C 32,7 x L 32,7 cm
  • Proveniência
  • Solar do Botelho, Livramento
  • Nº de Inventário
  • MCM2426

Os relógios de sol medem a passagem do tempo pela observação da posição da sombra de um ponteiro, aquando da deslocação desse astro. Este exemplar de jardim pertenceu ao Solar do Botelho, antiga residência de veraneio da família do Conde de Fonte Bela, no Livramento, em Ponta Delgada. É constituído por um mostrador de formato quadrangular onde estão marcadas linhas, formando uma circunferência, e numeração romana que indica as horas. Apresenta, ainda, uma placa fixa, cuja sombra projetada sobre o mostrador funciona como ponteiro. À medida que a posição do sol varia, a sombra da placa (ponteiro fixo) desloca-se pela superfície do mostrador, passando sucessivamente pelas linhas que indicam as horas. [SFS]

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  • Nome
  • Tostão, D. Manuel I
  • Data da Produção
  • Séc. XV/XVI
  • Material e técnicas
  • Prata - Cunhagem manual
  • Dimensões
  • D. 28 mm
  • Nº de Inventário
  • MCM08254

O Tostão apareceu em Portugal no reinado de D. Manuel I (1495-1521), com o valor de 100 Réis, e perdurou ao longo dos tempos, variando no seu peso e módulo, sendo conhecido no período da República pelo valor facial, 10 Centavos. O nome "Tostão" surge do estrangeiro, sendo a palavra portuguesa originária da palavra francesa, "Teston", e italiana, "Testone", palavras que acarretam na sua interpretação o simbolismo de representarem a testa do governante em nome do qual a moeda é cunhada. No anverso, entre círculos lisos e pontuados a legenda, "I:EMANVEL:R:P:ET:A:D:GUINEE", no centro, as armas do reino de D. Manuel I entre as letras "V" e "L". No reverso, a legenda "IN+HOC+SIGNO+VINCES" (Com este sinal vencerás), entre círculos lisos e pontuados, ao centro, a Cruz Da Ordem de Cristo, com um ponto ao meio e três no topo do braço superior. [BR]

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  • Título
  • São Francisco Xavier e o Milagre das Águas
  • Autoria
  • Bento Coelho da Silveira (1620-1708)
  • Data
  • Séc. XVII (ca. 1670-1675)
  • Materiais
  • Óleo sobre tela
  • Dimensões
  • A. 177 x L. 235 cm
  • Nº Inventário
  • DMCM5710

Pintura a óleo sobre tela que retrata a dulcificação da água do mar, um dos milagres de São Francisco Xavier, decisivo na instrução do seu processo de canonização. Depoimentos recolhidos à época, relatam que em 1551, aquando de uma viagem para Malaca, o barco em que viajava foi apanhado numa calmaria e, tendo faltado a água potável a bordo da embarcação, “o padre Francisco mandou atar uma toalha ao longo do costado dele, na qual se assentou, metendo o pé na água salgada até ao artelho e somente quando enfiou a perna no mar até ao joelho, a água passou a doce”.

De salientar nesta pintura a representação das talhas em porcelana do Oriente, pintadas a azul, com que os marinheiros recolhem a água dulcificada, iguais a tantas outras que os portugueses então comercializavam para a Europa.

A execução desta obra é atribuída a Bento Coelho da Silveira (ca 1620-1708), pintor régio de D. Pedro II e um dos mais prolíferos artistas do seu tempo, que para esta composição ter-se-á inspirado, provavelmente, no quadro homónimo de André Reinoso, datado de 1619, da igreja jesuíta de São Roque, em Lisboa. [AF]

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  • Artista
  • Victor Câmara (1921 – 1998)
  • Título
  • Cais da alfândega de Ponta Delgada
  • Data
  • 1939
  • Material
  • Aguarela sobre papel
  • Dimensões
  • 21,5 X 15 cm
  • Nº de Inventário
  • MCM7156

Esta aguarela reproduz um aspeto do antigo cais da cidade de Ponta Delgada, palco da vivência social, económica e cultural da população da ilha, cujo carácter pinturesco justificou a sua conversão em imagem de marca da cidade. A par do cais, em primeiro plano, a obra fixa o conjunto urbanístico edificado junto às arcadas do cais e que seria, mais tarde, adulterado com a renovação da orla marítima e construção da avenida marginal, obra que ditou o aterro do antigo cais na década de 50. [SM]

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  • Nome
  • Bugatti Brescia T 23
  • Data
  • 1923
  • Origem
  • Molsheim, Alsace, França
  • Dimensões
  • C 370 x L 140 cm
  • Peso
  • 780 kg
  • Nº de Inventário
  • MCM2957

O veículo automóvel Bugatti Brescia T23 integra o acervo do Museu Carlos Machado desde maio de 1997. Registado nos Serviços de Viação de Ponta Delgada, em 1925, recebeu a matrícula com a sequência numérica então em vigor, A-381, e teve como primeiro proprietário o conde de Albuquerque, Dr. Duarte Manuel Andrade Albuquerque Bettencourt. Com o chassis nº 1870, trata-se do modelo 8, de 3 lugares. De outubro de 2010 a dezembro de 2015, esta viatura foi sujeita a um processo de recuperação da responsabilidade do Dr. Ulf Smith, com o apoio na gestão administrativa do Comandante Carlos Teixeira da Silva.

Hoje, este veículo é uma referência do Desporto Automóvel, tendo inegável valor patrimonial, quer pela sua raridade no contexto dos acervos dos museus da Rede Regional de Museus dos Açores, quer pela sua antiguidade e testemunho de vivências micaelenses das primeiras décadas do século XX. [SFS]

 

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  • Título
  • Brasão de armas de D. Manuel I
  • Data
  • Séc. XVI
  • Material
  • Lioz
  • Dimensões
  • A. 0.91 x L. 1.46 m
  • Inventário
  • MCM40001

O brasão nacional manuelino, em pedra de lioz, dá as boas vindas aos visitantes na galeria expositiva do Núcleo de Arte Sacra do Museu Carlos Machado. Composto por três elementos, apresenta ao centro o escudo nacional, ladeado pelas esferas armilares, tão representativas de um tempo de aventuras e descobertas dos portugueses pelo mundo. Foi oferecida ao Museu pelo Liceu de Ponta Delgada, sítio onde esteve desde 1579, tempo do edifício enquanto palácio e residência oficial da Donataria de D. Rui Gonçalves da Câmara. [HAC]

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  • Nome
  • Medalha Comemorativa do Centenário do Nascimento de Raul Brandão
  • Autoria
  • Henrique Moreira (1890-1979)
  • Data
  • 1967
  • Material
  • Bronze
  • Dimensões
  • D 8,1 x E 0,4 cm
  • Nº de Inventário
  • MCM12239

Anverso: Ao centro, ligeiramente voltado à direita, busto de Raul Brandão. Na orla, da esquerda para a direita, a legenda "CENTENÁRIO DE RAUL BRANDÃO". Do lado esquerdo do busto, a data "1967", e, do lado direito, a assinatura do autor - H. Moreira.

Reverso: Ao centro e na vertical, uma coluna; do lado esquerdo da mesma, três figuras masculinas: uma sentada e duas de pé, representando "OS POBRES", como inscrito na orla. Do lado direito, duas figuras femininas sentadas e uma terceira figura masculina de pé, representando "OS PESCADORES", conforme inscrição na orla. Abaixo, junto ao exergo, em três linhas, "INSIGNE ESCRITOR/ NASCIDO/ NA FOZ-DO-DOURO". [VM]

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  • Autor
  • Théodore Barrios
  • Título
  • "Recherches sur la faune des eaux douces des Açores"
  • Data
  • 1896
  • Nº de páginas
  • 172 p.
  • Nº de Inventário
  • MCM 392

Théodore Barrios, médico e naturalista francês, dedicou uma parte da sua vida a estudos zoológicos em várias partes do mundo. Em 1887, viveu nos Açores durante seis meses, tendo publicado esta e outras obras, resultantes das pesquisas nas ilhas. Na abertura deste livro, pode ler-se uma dedicatória impressa ao Coronel Francisco Afonso Chaves, em que agradece o apoio prestado e enaltece a admiração pelo naturalista micaelense. [TA]

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  • Artista
  • Canto da Maya (1890 – 1981)
  • Título
  • Esboceto para «Desespero da Dúvida»
  • Data
  • Sem data (ca. 1915)
  • Material
  • Terracota pintada
  • Dimensões
  • 28 x 9,5 x 11 cm
  • Nº de Inventário
  • MCM5753

Neste esboceto, estão definidos os aspetos essenciais presentes na estátua «Desespero da Dúvida» que o escultor Canto da Maya apresentou, em 1916, na XIII Exposição da Sociedade Nacional de Belas-Artes de Lisboa, na qual foi adquirida pelo Estado para a coleção do Museu Nacional de Arte Contemporânea.

Esta obra é a mais significativa do período da Grande Guerra (1914 - 1918), após o regresso de Canto da Maya de Paris e da Suíça, onde aprofundou os estudos de escultura, entre 1912 e 1914. Nela, observa-se a permeabilidade do autor à obra de Rodin, tanto no cariz simbolista do próprio título, como na pose, atitude e modelação anatómica do homem atormentado, aspetos que remetem para O Pensador de Rodin. [SM]